Santa Catarina concluiu a limpeza e desinfecção de granjas comerciais no Oeste catarinense afetadas por focos da doença de Newcastle, detectada em outubro. O estado aguarda novas análises laboratoriais para fundamentar estratégias voltadas à retomada completa do comércio internacional de carne de aves.
A operação envolveu o vazio sanitário nas propriedades e inspeções em mais de 200 locais da região. Enquanto o Ministério da Agricultura e Pecuária e órgãos estaduais conduzem as fiscalizações e barreiras sanitárias, o setor avícola busca reverter os embargos aplicados por diferentes países importadores.
Santa Catarina concluiu o processo de despovoamento, limpeza e desinfecção das três granjas comerciais de perus onde foram confirmados focos da doença de Newcastle. O trabalho ocorreu nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, localizados no Oeste catarinense e dentro da área de emergência zoosanitária, que também abrangeu Águas Frias.
Vazio sanitário e análises laboratoriais
Com o encerramento da etapa de limpeza, as instalações encontram-se em regime de vazio sanitário, período em que permanecem livres de aves para assegurar a eliminação do vírus antes da chegada de um novo lote. A operação, assim como a inspeção em mais de 200 propriedades da região, foi coordenada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc).
O governo estadual e o Ministério da Agricultura e Pecuária aguardam a conclusão de novas análises laboratoriais, previstas para esta semana, para subsidiar estudos estatísticos e estratégias de retomada plena das exportações de carne de aves brasileiras.
Impacto nas exportações
A confirmação da presença do vírus, registrada inicialmente em 18 de outubro, levou diversos países a imporem restrições comerciais. Enquanto México e Uruguai suspenderam totalmente a importação do produto brasileiro, nações como China e Arábia Saudita aplicaram embargos direcionados à carne de Santa Catarina ou à região afetada. O México foi o primeiro país a anunciar a retomada das compras.
De acordo com os órgãos de controle sanitário, não houve registro de aves doentes, apenas a circulação viral. Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais, restando duas amostras com sequenciamento genético pendente.
Fiscalização e prevenção
As operações de controle continuam ativas com quatro barreiras para fiscalização e desinfecção de veículos. Cerca de 68 profissionais, entre médicos-veterinários, técnicos, assistentes e agentes das forças de segurança, participam das ações.
"Paralelamente, as ações de educação sanitária já alcançaram milhares de estudantes e dezenas de estabelecimentos agropecuários na última semana, e terão continuidade nas próximas semanas, reforçando a conscientização e a adoção de medidas preventivas para a proteção da saúde animal", reitera o órgão fiscalizador.
Fonte
Conteúdo produzido pela redação do Portal Planalto Norte.