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Quem é Jesus?

Em tempos de incertezas e divisões políticas, texto reflete sobre o papel de Jesus como Rei, Juiz e Noivo na história humana.

Pr. Andre Bras Momento de reflexão. · Pastor presidente da Igreja Novo Caminho
Publicado em
Jesus cristo
Imagem: IA (Própria (redação))

Em um cenário de tantas disputas e divisões, a reflexão aponta que a verdadeira esperança não reside em governos ou líderes humanos, mas no Reino inabalável de Jesus Cristo.

Compreender Jesus nas dimensões de Rei, Juiz e Noivo transforma a perspectiva sobre o presente e o futuro, oferecendo um propósito que vai além das circunstâncias políticas ou sociais.

REI, JUIZ E NOIVO: A esperança que não depende dos homens

Em tempos de tantas disputas, opiniões e divisões, talvez uma das maiores dificuldades do nosso tempo seja lembrar que a história não está nas mãos dos homens. Governos mudam, líderes passam, ideologias se alternam, mas existe um Reino que permanece inabalável: o Reino de Jesus Cristo.

Jesus não é apenas uma figura religiosa ou alguém que marcou a história. Ele é Rei, Juiz e Noivo. E compreender essas três dimensões muda a maneira como enxergamos a vida, o presente e o futuro.

Jesus é Rei.

Quando Jesus veio ao mundo pela primeira vez, muitos não o reconheceram. Israel esperava um rei político, alguém que derrotasse os romanos e devolvesse ao povo o poder e a independência. Mas Jesus veio de uma maneira diferente: não como um conquistador político, mas como o Cordeiro de Deus, que veio para vencer inimigos muito maiores: o pecado e a morte.

Ele entregou a própria vida na cruz para nos oferecer perdão e reconciliação com Deus. Mas a história não terminou na cruz. Jesus ressuscitou e prometeu voltar. Na sua volta, será reconhecido como Rei sobre toda a criação. Sua promessa é de restauração: um mundo sem morte, sofrimento e injustiça. É por isso que Jesus nos ensinou a orar: “Venha o teu Reino”.

Nossa esperança, portanto, não está em encontrar um ser humano capaz de resolver todos os problemas do mundo. Está naquele que tem autoridade sobre toda a história.

Jesus é Juiz.

Essa verdade também nos lembra que nossa maneira de viver importa. Em Mateus 25, Jesus conta a parábola dos talentos, ensinando que cada pessoa recebeu responsabilidades e que um dia prestará contas da maneira como utilizou aquilo que lhe foi confiado.

Nosso tempo, nossas capacidades, nossos recursos e nossas oportunidades não devem ser desperdiçados. A vida não se resume ao que conquistamos, mas também ao que fazemos com aquilo que recebemos.

Saber que Jesus é o justo Juiz também nos ensina algo libertador: não precisamos viver consumidos pela vingança. Existem injustiças que nos ferem profundamente, mas o julgamento final pertence a Deus. Podemos abrir mão do desejo de revidar porque confiamos que a justiça dele é perfeita.

Jesus é Noivo.

Talvez aqui esteja uma das verdades mais bonitas do Evangelho: Jesus não deseja apenas governar sobre nós ou julgar nossas atitudes. Ele deseja ter um relacionamento de amor conosco.

Em João 15:9, Jesus declara: “Como o Pai me amou, também eu amei vocês; permaneçam no meu amor”.

O amor de Jesus não é passageiro, condicionado ao nosso desempenho ou limitado aos dias bons. É um amor de aliança, que nos convida a permanecer nele. Em Cristo, encontramos perdão, pertencimento e uma nova família: somos convidados a viver como filhos de Deus.

A cruz é a maior demonstração desse amor. E a promessa de seu retorno aponta também para um encontro definitivo entre Cristo e aqueles que são seus.

O Cordeiro que morreu por nós é o Rei que voltará.

Na celebração da Páscoa, conforme Êxodo 12, o povo de Israel foi orientado a sacrificar um cordeiro e colocar seu sangue nos batentes das portas. Naquela noite, as famílias protegidas pelo sangue foram poupadas da morte. Não era o mérito ou a perfeição das pessoas que as salvava, mas o sangue do cordeiro que havia morrido em seu lugar.

Essa história apontava para Jesus. Na cruz, Ele se tornou o Cordeiro que levou sobre si o pecado do mundo. Seu sangue foi derramado para que pudéssemos receber perdão e vida.

Na última ceia, Jesus tomou o pão e o cálice e apresentou um significado ainda mais profundo: seu corpo seria entregue e seu sangue seria derramado para estabelecer uma nova aliança com Deus.

Por isso, seguir Jesus não significa escolher apenas as partes do Evangelho que nos agradam. Não podemos aceitar somente suas promessas de bênçãos e ignorar seus ensinamentos sobre perdão, renúncia, santidade, amor ao próximo e obediência. O Evangelho não é um produto feito sob medida para nossas preferências. É um convite para entregar a vida inteira a Cristo.

Talvez você esteja preocupado com o futuro, decepcionado com a sociedade ou cansado de tantas notícias ruins. Mas existe uma verdade que permanece: Jesus continua sendo Rei, sua justiça permanece perfeita e seu amor continua disponível.

A grande pergunta não é quem ocupará o próximo governo, qual ideologia vencerá ou qual será o rumo das nações. A pergunta mais importante é: que lugar Jesus ocupa na sua vida?

Ele veio como Cordeiro para nos salvar, vive como Senhor para nos conduzir e voltará como Rei para restaurar todas as coisas.

Nossa esperança não está em homens que passam, mas em Jesus, cujo Reino jamais terá fim.

Este é um artigo de opinião. O texto expressa a visão de quem o assina e não necessariamente a do Portal Planalto Norte.

Foto de Pr. Andre Bras

Sobre o colunista

Pr. Andre Bras

Momento de reflexão. · Pastor presidente da Igreja Novo Caminho

André Braz é pastor, esposo e pai, natural de Curitiba–PR. Ao lado de sua esposa, Maiara, e de sua filha, Mariana (Maju), construiu sua trajetória de vida e ministério em Canoinhas–SC, onde reside desde 2020. É pastor presidente da Igreja Novo Caminho, onde tem dedicado sua vida ao serviço do Reino de Deus, à formação de discípulos e à construção de uma comunidade que vive a essência da família de Deus. Sua caminhada ministerial é marcada pela fé, perseverança e disposição de assumir desafios. Carrega como essência a visão de uma igreja que seja a casa do Pai: uma família apontando para o único caminho, que é Jesus.

Fonte

Artigo de opinião de Pr. Andre Bras, publicado pelo Portal Planalto Norte.

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